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Os blogues de Desenho da FAUP são um projecto lançado por José Manuel Barbosa em 2007, no entanto, só se concretizaram de forma vísivel em 2010.
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Os desenhos apresentados correspondem a uma colaboração inicial de:
José Manuel Barbosa (2000 até 2024)
Armando Ferraz (2010 até 2022), Luís Lima (2010 até 2020), Marco Mendes (2010 até 2016), Nuno Sousa (2010 até 2022), Isabel Carvalho (desenhos referentes ao período de 2004 a 2007)
e José Maria Lopes (coordenador da UC de Desenho.
mais tarde juntaram-se:
Filipe Matos (2021 até 2022), Jorge Abade (2018 até 2022), Ricardo Leite (2020 até 2022)
Os desenhos apresentados correspondem a uma colaboração inicial de:
José Manuel Barbosa (2000 até 2024)
Armando Ferraz (2010 até 2022), Luís Lima (2010 até 2020), Marco Mendes (2010 até 2016), Nuno Sousa (2010 até 2022), Isabel Carvalho (desenhos referentes ao período de 2004 a 2007)
e José Maria Lopes (coordenador da UC de Desenho.
mais tarde juntaram-se:
Filipe Matos (2021 até 2022), Jorge Abade (2018 até 2022), Ricardo Leite (2020 até 2022)
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. José Maria da Silva Lopes (2009 a 2024) - jlopes@arq.up.pt
. José Manuel Barbosa (2018-2019) - jbarbosa@arq.up.pt
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Prémio Projecto de Inovação Pedagógica da Universidade do Porto, 2018-2019 |
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Desenho I - FAUP
. Este projecto foi criado por José Manuel Barbosa como complemento das aulas da unidade curricular de Desenho 1 da FAUP e tem um intuito essencialmente pedagógico. Os alunos poderão observar exemplos de exercícios elaborados por alunos de anos precedentes. A selecção das imagens procurará mostrar objectivos, competências e resultados de aprendizagem a desenvolver no âmbito das diferentes questões colocadas aula a aula. Os conteúdos e as matérias do programa poderão igualmente ser objecto de debate e de contínuo esclarecimento.
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Colaboração inicial:
Armando Ferraz (até 2022), José Maria Lopes, Luís Lima (até 2020), Marco Mendes (até 2016), Nuno Sousa (até 2022).
mais tarde juntaram-se:
Filipe Matos (até 2022), Isabel Carvalho, Jorge Abade (até 2022), Ricardo Leite (até 2022) e Sofia Barreira (até 2022).
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Coordenação da unidade curricular:. José Maria da Silva Lopes (2009 a 2024) - jlopes@arq.up.pt
. José Manuel Barbosa (2018-2019) - jbarbosa@arq.up.pt
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Língua de Ensino: Português
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Objectivos
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A Disciplina de Desenho ao promover a representação e o conhecimento do mundo visível e das imagens mentais através do registo gráfico manual, tem os seguintes objectivos:
- Desenvolver no estudante a capacidade de observação, a habilidade e o conhecimento do acto do desenho e a sensibilidade aos valores plásticos e estéticos;
- Criar condições para que o estudante enfrente o acto de projectar com agilidade espontaneidade e consciência;
- Estimular a presença no acto projectual de componentes não sistemáticas, simbólicas e poéticas.
- Promover a satisfação e o conhecimento da necessidade e do prazer da representação; da expressão do número e da medida; da memória visual da realidade exterior e interior.
- Reconhecer que o desenho é a expressão gráfica de uma intencionalidade que deve procurar a sua matriz na realidade exterior e no património do Desenho e da Arquitectura;
- Entender que se aprende a desenhar desenhando e desenhando-se, isto é, a intencionalidade do desenho está, também, na matriz que é o autor.
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Resultados de aprendizagem e competências:
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No final do ano lectivo o aluno, através do desenho, deve ter adquirido competências e capacidades de observação, de representação, de memorização, de expressão, de organização e de desenvolvimento projectual.
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Modo de trabalho:
Presencial.
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PROGRAMA
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O programa desenvolve-se através de
3 FASES tratando 4 Temas Gerais: O Corpo Humano, O Objecto, O Espaço Interno e A Paisagem, num progressivo aprofundamento técnico conceptual e metodológico.
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1ª Fase
Percepção e Reconhecimento
das pessoas, dos objectos, do espaço interior e da paisagem urbana.
Iniciação do contacto com o universo do desenho, dos métodos, dos ritmos e dos procedimentos.
- Introdução à percepção, à prática do ver e à sua consciencialização;
- As características da visão e as técnicas de representação;
- A estrutura, medida, e proporção das formas.
- O espaço
- os sistemas de representação e os métodos empíricos.
- As características morfológicas, as interacções e as qualidades do espaço.
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Sessões Teóricas
- Apresentação da disciplina e do regime do trabalho.
- Os instrumentos e suportes.
- A representação perspéctica – um método empírico.
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2ª Fase
Reconhecimento e Expressão
dos objectos, do corpo humano, da figura humana, do espaço contido, da paisagem.
Sistematização das experiências, dos conhecimentos e dos processos de trabalho.
- As imagens da realidade e as realidades da imagem.
- Os suportes do desenho, os instrumentos, modos e processos.
- Dos modos e atitudes na expressão gráfica.
- Da percepção e da observação - condições de reconhecimento e cultura - “cultivo da realidade”
- Dos conceitos do desenho e das metodologias de trabalho.
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Sessões Teóricas
- Os modos do desenho
- Esboço; Contorno; Detalhe; Esquisso
- A cor como imaterial - como sistema;
- A cor como material - como técnica
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3º Fase
Expressão e Consideração
no espaço contido, nos objectos, na figura humana, na paisagem.
A “consideração” é entendida como a valorização e autonomização das capacidades produtivas do estudante face ao real.
- Da intencionalidade conceptual, programática e poética do estudante.
- Da identidade gráfica e estética.
- Das qualidades e características do tema.
- Da capacidade em compor imagens
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Sessão Teórica.
- A expressão gráfica.
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Bibliografia Obrigatória
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ARIKHA, Avigdor – Peinture et Regard: Écrits sur l’Art 1965-1990. Paris, Hermann Editeurs, 1991.
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ARNHEIM, Rudolf – O Poder do Centro. Um Estudo da Composição nas Artes Visuais. Lisboa: Edições 70, 1990.
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ARNHEIM, Rudolf – Arte e Percepção Visual: Uma Psicologia da Visão Criadora. S. Paulo: Livraria Pioneira Editor, (1954) 1992.
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DAMISCH, Hubert – Traité du Trait. Paris: Reunion des Musées Nationaux, 1995.
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EDWARDS, Betty – Desenhando com o Lado Direito do Cérebro. Rio de Janeiro: Ediouro Publicações, 2000.
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EDWARDS, Betty – Desenhando com o Artista Interior. São Paulo: Editora Claridade, 2002.
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EDWARDS, Betty – Exercícios para Desenhar com o Lado Direito do Cérebro. Rio de Janeiro: Ediouro Publicações, 2003
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FREDERICO, George – Ver pelo desenho. 4.ª Edição; Livros Horizonte, 1993. ISBN: 9789722408516
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GOLDSTEIN, Carl – Visual Fact Over Verbal Fiction. A Study of the Carracci and the Criticism, Theory and Practice of Art in Renaissance and Baroque Italy. Cambridge: Cambridge University Press, 1990.
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GOLDSTEIN, Nathan – Figure Drawing – The Structure, Anatomy, and Expressive Design of Human Form. New Jersey: Prentice-Hall, Inc., 1981. ISBN: 0-13-314444-5
.
GOLDSTEIN, Nathan – The Art of Responsive Drawing. New Jersey: Prentice-Hall, Inc., 2006.
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HOLANDA, Francisco De – Do Tirar Polo Natural. Lisboa: Livros Horizonte, 1984 [1549].
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HOLANDA, Francisco De – Da Ciência do Desenho. Lisboa: Livros Horizonte, 1984 [1571].
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LOPES, José Maria da Silva – O Acto Desenho, O Desenho dos Actos. Edição Policopiada; FAUP, Porto, 2009.
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MAIA, Pedro – As Máquinas do desenho. Edição Policopiada. Lisboa: FAUP.
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MASSIRONI, Manfredo – Ver pelo Desenho: Aspectos técnicos, cognitivos, comunicativos. Lisboa: Edições 70, 1982.
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MOLDER. Maria Filomena – “Notas de leitura sobre um texto de Walter Benjamim” in Matérias Sensíveis. Lisboa: Relógio d’Água, 1999, pp. 18-33.
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MOLINA, Juan José Gomez [Coord.] – Máquinas y Herramientas de Dibujo. Madrid: Cátedra, 2002.
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MOLINA, Juan José Gomez [Coord.] – Las lecciones del dibujo. ISBN: 84-376-1376-0
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MOLINA, Juan José Gomez [Coord.] – Estrategias del dibujo en el arte contemporáneo. ISBN: 84-376-1694-8
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MOLINA, Juan; CABEZAS, Lino; COPÓN, Miguel – Los Nombres del Dibujo. Madrid: Cátedra, 2005.
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NICOLAÏDES, Kimon – The Natural Way to Draw: A Working Plan for Art Study. Boston: Houghton Mifflin, 1969.
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PERNIOLA, Mario – A Arte e a sua Sombra. Lisboa: Assírio e Alvim, 2005.
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RODRIGUES, Ana Leonor M. Madeira – O Desenho: Ordem do Pensamento Arquitectónico. Lisboa: Editorial Estampa, 2000.
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RODRIGUES, Ana Leonor M. Madeira – Desenho. Lisboa: Quimera Editores, 2003. ISBN: 972-33-1608-0
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SHITAO – A Pincelada Única. Guimarães: Edições Pedra Formosa, 2001 [c. 1720], [Trad.: Adelino Ínsua].
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SILVA, Vítor – Ética e Política do Desenho. Teoria e Prática do Desenho na Arte do Séc. XVII. Porto: Edições da FAUP, 2004. ISBN: 972-9483-64-7
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VAZ, Suzana – “4 modos do desenho para uma percepção desenvolvida. O desenho do natural como método pedagógico” in AA. VV. – Psiax. Porto: FAUP e UM, 2003, N.º 2, pp. 35-43.
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VIEIRA, Joaquim – “Desenho e Pintura não são o mesmo” in AA. VV. – Psiax. Porto: F.A.U.P. e U.M., 2004, N.º 3, pp. 5-14.
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VIEIRA, Joaquim – “Desenho e vejo a imagem do que imagino que vi” in AA. VV. – Psiax. Porto: FAUP e FBAUP, 2008, N.º 6, pp. 45-49.
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VIEIRA, Joaquim – “O que eu digo dos desenhos” in AA. VV. – Desenho/Projecto. Porto: Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, 1995, pp. 82-87.
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VIEIRA, Joaquim Pereira Pinto – O Desenho e o projecto são o mesmo?. Porto: FAUP Publicações, 1995. ISBN: 972-9483-13-2
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Métodos de ensino e atividades de aprendizagem
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O programa será desenvolvido segundo a tipologia de aula teórico-prática.
As sessões teóricas destinam-se a apresentar as matérias, os temas, os exemplos e os fundamentos teóricos dos exercícios práticos a desenvolver em cada fase de trabalho e estudo.
Serão fornecidas fichas de trabalho definidoras do enquadramento teórico e prático de cada fase, bem como do regime dos exercícios e dos parâmetros de avaliação e crítica.
Os exercícios constituem o referente didáctico, por excelência, a partir do qual se promove a reflexão crítica sobre o próprio trabalho e o dos outros.
Privilegia-se o contacto entre o docente e o aluno, sujeitos comprometidos na interacção de saberes e de expectativas, de questões e de respostas.
Os pontos de situação e as sessões de avaliação constituem momentos fundamentais de todo o processo.
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Tipo de avaliação
Avaliação distribuída sem exame final
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A avaliação é contínua. Processa-se através da correcção de cada trabalho, da crítica comparada e de pontos de situação tomando em consideração, explicitamente, os factores de avaliação expressos nas fichas de trabalho de cada uma das fases.
No fim de cada fase há uma exposição e avaliação individual do trabalho com atribuição de classificações de 0 a 20.
No final do ano o aluno deve entregar o trabalho da última fase e o de todas as fases anteriores.
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Obtenção da Frequência
A não apresentação da pasta com todo o trabalho implica a reprovação no ano. A presença nas sessões de avaliação é obrigatória e indispensável. Não há recurso a exame. Para a obtenção da frequência é necessário garantir a assiduidade a, pelo menos, 75% das aulas previstas.
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Palavras-chave
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Desenho; Representação; Percepção; Reconhecimento; Espaço; Perspectiva; Projecto; Figura; Imagem; Expressão; Composição; Consideração.
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O programa actual de Desenho I da FAUP surge na continuidade do programa implementado pelo Pintor Joaquim Pinto Vieira (Professor Catedrático Jubilado).
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Concepção; Selecção, Digitalização e Tratamento de Imagem; Edição: José Manuel Barbosa
Selecção e Digitalização de Imagem: Nuno Sousa
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